Resumo: A entrada do juba de leão Fungipharm no mercado pet brasileiro só foi possível com a parceria certa — Laboratórios Duprat, referência veterinária nacional. Bastidor de como nasceu essa parceria, contado pelos dois lados, e por que importa para o setor.
Por que a parceria importa
Em julho de 2025, a Fungipharm registrou junto ao MAPA o primeiro extrato brasileiro de juba de leão para uso em produtos pet. Esse marco regulatório tem uma marca silenciosa atrás: a parceria com os Laboratórios Duprat, referência nacional em medicamentos e suplementos veterinários.
Sem essa parceria, o registro não teria saído. Sem o canal Duprat estabelecido, o ingrediente teria demorado anos a mais para chegar ao mercado veterinário com a capilaridade que se espera de um lançamento sério.
Este texto conta como essa parceria nasceu.
Quem é a Duprat
Os Laboratórios Duprat são empresa familiar tradicional do setor veterinário brasileiro, com décadas de operação. Especializada em medicamentos e suplementos para uso pet e em medicina animal de grande porte, a Duprat construiu reputação no mercado por rigor industrial e relação próxima com o canal veterinário — clínicas, hospitais, distribuidores especializados.
“A Duprat é o tipo de empresa onde a palavra do dono ainda vale por escrito”, define um veterinário que acompanha o setor há mais de vinte anos. “Empresa familiar séria, com bancada técnica de primeiro nível, conhecida pela qualidade da entrega. Não é a maior em volume, mas é referência em segmento veterinário premium.”
À frente da operação está André Bragard — figura conhecida do setor pet veterinário brasileiro, com longa trajetória profissional na consolidação da empresa em segmentos de produtos diferenciados.
O que a Fungipharm trouxe à mesa
A Fungipharm chegou à conversa com a Duprat com proposta clara: oferecer um ingrediente premium nutracêutico de qualidade industrial inédita no Brasil, com cadeia produtiva verticalizada do cultivo (Altavilla, em São Roque) à extração supercrítica (parceria com Rubian, em Sumaré) e padronização HPLC desenvolvida internamente.
Os números que selaram a conversa: análises comparativas com mais de doze amostras do mercado brasileiro mostraram concentração 8 a 10 vezes maior de bioativos (erinacinas, hericenonas) no extrato Fungipharm em relação ao melhor concorrente nacional. A maior parte dos extratos disponíveis no mercado nem apresentou picos detectáveis dessas moléculas.
Para uma empresa como a Duprat — que opera no segmento veterinário premium e cuja credibilidade depende de qualidade industrial validada — essa diferença não era detalhe. Era a base da decisão de parceria.
O processo — anos antes do registro
A parceria não saiu de uma reunião. Levou anos. Primeiros contatos exploratórios, troca de amostras para análise independente, visita técnica de André Bragard às instalações Fungipharm, discussões sobre escopo do produto, modalidade de comercialização, estrutura comercial.
“Conheci a Fungipharm quando o produto ainda estava em fase de desenvolvimento avançado”, relata Bragard. “O que me convenceu foi o nível técnico do laboratório — controle de qualidade, padronização, transparência completa. Quando uma empresa abre os números dela com essa clareza, você sabe que está tratando com gente séria.”
Do lado Fungipharm, a leitura é similar. “A Duprat foi a parceira que faltava”, diz Felipe Tancredi, CEO da PetPharm e cofundador da Fungipharm. “Você pode ter o melhor ingrediente do mundo — se não tem canal, não chega ao animal. E você pode ter o melhor canal — se o ingrediente não é à altura, queima a confiança que o canal construiu. A combinação correta é rara.”
A confiança que ancorou o resto
O processo regulatório MAPA é exigente. Documentação técnica robusta, laudos de análise, comprovação de boas práticas de fabricação, rastreabilidade completa, segurança comprovada. Esse tipo de processo exige duas pontas alinhadas — quem fornece o ingrediente e quem registra o produto final. Falha em qualquer das pontas trava o processo todo.
“Foi um trabalho de muitos meses, com várias rodadas de adequação, conversa contínua entre as equipes técnicas das duas empresas”, lembra Bragard. “Sem confiança mútua, não teria saído. Cada empresa precisou abrir informação proprietária para o outro lado conseguir cumprir a sua parte. É um nível de transparência que só funciona quando há respeito profissional cravado.”
O registro saiu em julho de 2025. A primeira linha de produtos com o extrato Fungipharm via Duprat chegou ao mercado pouco depois.
Os próximos passos juntos
A parceria abriu caminho não só para o produto registrado, mas para uma trajetória de longo prazo. Pipeline conjunto inclui novos formatos com o mesmo extrato (squeezes palatáveis, complementos funcionais), avaliação de outras espécies de cogumelos medicinais que a Fungipharm tem em pipeline de pesquisa, e expansão do canal veterinário com material educativo para profissionais.
“O melhor ainda está por vir”, costuma dizer Bragard sobre a parceria. Felipe ecoa: “Foi um passo importante, mas é o começo. Cogumelos medicinais pet são categoria nova no Brasil. Tem espaço pra crescer, pra estudar, pra desenvolver. Estamos só no primeiro capítulo.”
O pioneirismo industrial brasileiro em juba de leão pet tem nome, sobrenome — e parceiro institucional. Vale ter as duas histórias contadas, lado a lado, porque uma não teria acontecido sem a outra.